Xavier Vilató i Ruiz, conhecido artisticamente como Javier Vilató (Barcelona, 11 de novembro de 1921 - Paris, 10 de março de 2000) desenvolveu a sua carreira, como pintor, gravador e escultor, entre Barcelona e Paris, onde chegou em 1946, acompanhado de seu irmão Josefín (J. Fin) graças a uma bolsa do Instituto Francês.
Sobrinho de Pablo Picasso - filho de sua irmã Lola e do neuropsiquiatra Joan Baptista Vilató, em Paris tornou-se genro do pintor Élie Lascaux, que era cunhado de Daniel-Henry Kahnweiler e tio-lei de Michel Leiris, todos nomes destacados da arte de sua época, quando Paris era seu centro de referência internacional.
Em 1939, assim que saiu do campo de concentração de Argelès, onde tinha estado confinado com o irmão, iniciou uma carreira artística muito intensa (pintura, desenho, escultura, gravura, cerâmica, murais...) que, ao longo do tempo, deu-lhe que lhe abriram as portas de centros como o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, o Georges Pompidou de Paris ou o Reina Sofía de Madrid.
Vilató foi um artista vital, apaixonado, enérgico, tradutor da luz e da cor mediterrânica que sempre o acompanhou, tanto em Barcelona, como no Midi francês ou nos verões de Alicante.
A estreita relação de Vilató com o tio tornou-se quase fraterna, partilhando interesses artísticos como a atração pelo Mediterrâneo ou confidências e segredos amorosos, o que implicava uma troca recíproca, para além de ser uma relação exclusivamente unívoca.
Em 2012, e com o título Vilató (1921-2000).
En la playa
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